Vitor Júnior, ex-jogador do Corinthians e Internacional, relembra sua trajetória ao lado de Luka Modric, que estreia pela seleção croata na Copa do Mundo. O volante, atualmente no Milan e com uma carreira marcada por sucessos no Real Madrid, conquistou seu primeiro título profissional ao lado do brasileiro no Dinamo Zagreb na temporada 2005/06.

Naquela época, Vitor Júnior se juntou ao clube croata vindo do Cruzeiro, e juntos, eles conquistaram o Campeonato Croata, um marco significativo para ambos. O ex-jogador brasileiro recorda que, desde o início, percebeu que Modric tinha um talento excepcional. Ele admite que se arrepende de ter deixado o Dinamo Zagreb após seu primeiro ano.

“Esse cara sempre foi diferente. Ele é fantástico. Já sabíamos que ele ia despontar, porque tinha muita qualidade. Acima da média”, comentou Vitor Júnior sobre sua experiência ao lado do croata.

Além de Modric, Vitor Júnior também dividiu o vestiário com outros dois nomes importantes do futebol croata: Eduardo da Silva e Vedran Ćorluka. Ele destacou a amizade que formou com os brasileiros, especialmente com Eduardo, que facilitou a integração, apesar das barreiras linguísticas.

“Era muito gostoso tabelar com ele. Fico com boas lembranças desses momentos ao lado de jogadores que realmente são de outra classe”, disse Vitor Júnior ao refletir sobre sua passagem pelo futebol croata.

Após a temporada no Dinamo Zagreb, Vitor Júnior pediu para retornar ao Brasil, não tendo noção da grandeza do clube croata na época. “Hoje, olhando para trás, poderia ter seguido um caminho diferente na minha carreira e ter permanecido mais tempo lá”, reconheceu.

Luka Modric, por sua vez, construiu laços com diversos brasileiros ao longo de sua carreira no Real Madrid, incluindo jogadores como Marcelo e Casemiro. Recentemente, uma demonstração de carinho entre Modric e o jovem Endrick ganhou destaque nas redes sociais após um amistoso entre Croácia e Brasil.

Modric tem um histórico de confrontos com a seleção brasileira em Copas do Mundo, tendo participado de partidas memoráveis. Aos 40 anos, ele se prepara para sua quinta Copa do Mundo, onde será capitão e uma referência técnica para a equipe croata, que busca repetir o sucesso das campanhas de 2018 e 2022.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original