Antonio Donizeti Gonçalves, o Dedé, foi expulso do São Paulo após uma votação realizada pelo Conselho Deliberativo do clube. Sua saída foi decidida nesta terça-feira, em meio a uma investigação da Polícia Civil e do Ministério Público por suposta corrupção.

A Comissão de Ética do São Paulo havia sugerido apenas a suspensão de Dedé, mas o Conselho Deliberativo optou pela expulsão, considerando as acusações de gestão inadequada, prejuízo financeiro e danos à imagem do clube.

Atualmente, há um inquérito policial em andamento para investigar possíveis crimes cometidos por Dedé durante seu tempo como diretor social. Esta é a terceira investigação que envolve o clube como vítima.

Em fevereiro, o São Paulo rescindiu unilateralmente o contrato com a empresa FGoal, responsável pelo fornecimento de alimentação e bebida durante eventos no Morumbi. O clube alegou que a empresa realizou saques indevidos no sistema que controla os pagamentos. Na época, Dedé ocupava o cargo de diretor social.

A FGoal, por sua vez, defende que tinha autorização para operar na sede social e que a rescisão do contrato foi motivada por questões políticas. A empresa, que tinha um contrato válido até 2029, foi substituída pela GSH.

De acordo com a FGoal, a autorização para operar foi concedida para implementar um novo sistema de pagamentos, com uma taxa inicialmente fixada em 10% para minimizar a inadimplência. A empresa protocolou duas ações contra o São Paulo, anexando uma carta escrita por Dedé, onde ele afirma ter dado autorização verbal para a operação.

Nesta carta, o ex-dirigente alegou que a diretoria financeira do clube estava ciente da operação e que os valores recebidos pela FGoal seriam usados para pagar prestadores de serviço, com comprovações por meio de registros e trocas de e-mails.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original