O confronto entre Brasil e Japão acontece hoje, às 14h (horário de Brasília), em Houston, nos Estados Unidos, pelas 16 avos de final da Copa do Mundo. A Seleção Brasileira avançou na liderança do Grupo C, após vencer a Escócia por 3 a 0, enquanto os japoneses ficaram em segundo no Grupo F, empatando em 1 a 1 com a Suécia.
Túlio Guerreiro, ex-jogador do Botafogo e atualmente diretor de futebol do Figueirense, teve uma passagem pelo futebol japonês entre 2005 e 2006, quando atuou pelo Oita Trinita. Ele relembra que, na época, a seleção japonesa era liderada por Zico e o campeonato local ainda buscava se consolidar com influências do futebol brasileiro.
“Eu fui transferido para o Japão em 2005. Estava jogando pelo Botafogo e recebi uma proposta atrativa para ir ao Oita. Era um sonho jogar no Japão, pela cultura e pela organização do futebol japonês”, contou Túlio.
O ex-jogador reconhece que o Japão evoluiu bastante desde sua passagem, destacando que o futebol local se tornou mais competitivo e malicioso. “Era um futebol ainda um pouco inocente em relação ao brasileiro. Desde então, eles se tornaram mais competitivos”, afirmou.
A adaptação de Túlio no Japão, no entanto, não foi fácil. Ele relembra que nos primeiros jogos não conseguiu apresentar seu melhor futebol e até ofereceu seu contrato ao clube, caso não estivessem satisfeitos com seu desempenho. “O treinador coreano me colocou para fazer uma função que eu nunca tinha feito antes, o que dificultou minha adaptação”, explicou.
A resposta da diretoria foi um suporte que o marcou. “No Japão, percebi que a convicção é fundamental para um trabalho bem-sucedido, algo que nem sempre vemos no Brasil”, destacou.
Na época, Túlio não era o único brasileiro no Oita Trinita. O clube contava com outros jogadores do Brasil, e a presença de atletas brasileiros era comum no futebol japonês. “Eles valorizam muito as características do futebol brasileiro, especialmente em atacantes”, acrescentou.
Com o passar dos anos, a seleção japonesa encontrou um equilíbrio maior, apresentando jogadores atuando em ligas fortes e mantendo sua organização histórica. “Acredito que o Brasil terá dificuldades, mas espero que consiga vencer. Meu palpite é 2 a 1 para o Brasil”, finalizou Túlio.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original