O goleiro Everson, do Atlético-MG, conseguiu atuar no clássico contra o Cruzeiro mesmo com uma fratura no pé. O médico do clube, Rodrigo Lasmar, esclareceu como isso foi possível. Durante a semana, o jogador recebeu injeções anestésicas e deverá passar por tratamento conservador nos próximos dias.

A situação de Everson começou durante o primeiro jogo contra o Cruzeiro, quando ele sofreu um trauma após uma dividida com Bruno Rodrigues. Após exames, foi diagnosticada uma fratura no pé esquerdo, o que o deixou como dúvida para o confronto de volta. No entanto, ele foi escalado pelo técnico Domínguez.

O Atlético-MG venceu o Cruzeiro por 2 a 1, garantindo a classificação para a semifinal da Copa do Brasil, e Lasmar explicou a condição do goleiro após a partida. Segundo ele, Everson apresentou melhora e foi submetido a um bloqueio anestésico antes do jogo e novamente no intervalo para que pudesse atuar.

“Dada a importância da partida e os objetivos do Atlético na competição, a comissão técnica decidiu correr o risco. Felizmente, tudo correu bem, mas agora ele precisará de um tempo para tratar a fratura”, afirmou Lasmar.

Após o jogo, Everson comentou sobre a lesão e o esforço feito para jogar. Ele ficou fora da partida contra o Vitória no último sábado, quando Gabriel Delfim foi o titular. “Não é a primeira vez que jogo no sacrifício. Foram dias difíceis desde que senti a dor. Agradeço ao departamento médico, pois não queria perder um jogo dessa magnitude”, disse o goleiro.

O bloqueio anestésico, utilizado no caso de Everson, é um procedimento que envolve a aplicação de anestésico local próximo a um nervo, interrompendo temporariamente os sinais de dor. O efeito dura algumas horas, permitindo que o atleta possa atuar mesmo com a lesão.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original