Quase 60 anos após a conquista do primeiro de seus quatro títulos da Libertadores, o Estudiantes se prepara para enfrentar o Palmeiras novamente, no Estádio Centenário, palco da decisão de 1968. As duas equipes se encontrarão na final marcada para o dia 28 de novembro.

No primeiro confronto continental entre os times, o Estudiantes venceu o Palmeiras por 2 a 1 na partida de ida, realizada em casa, e garantiu a vitória por 3 a 1 na volta, em São Paulo. Naquela época, o regulamento não utilizava o saldo de gols como critério de desempate, o que levou à necessidade de um jogo extra. Em 18 de maio de 1968, os times se enfrentaram novamente no Centenário, onde o Estudiantes conquistou o título com uma vitória de 2 a 0.

O técnico uruguaio do Estudiantes, Alexander Cacique Medina, destacou a importância do reencontro. Ele celebrou a coincidência de enfrentar um time brasileiro em um estádio histórico para ele, que é uruguaio. “Em 68, foi a mesma final, no mesmo lugar. Para mim, como uruguaio, o Maracanã e o Centenário são dois templos da nossa história. Imagine o que eu sinto hoje por dentro, passar por um time brasileiro neste estádio e ir enfrentar outro brasileiro no Centenário”, comentou.

O grande destaque da conquista de 1968 foi Juan Ramón Verón, que marcou um gol em cada partida da final. Ele é pai do atual presidente do Estudiantes, o ex-jogador Juan Sebastián Verón, que também conquistou a Libertadores em 2009, a última vitória do time argentino na competição.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original