A venda de Santi Rodríguez pelo Botafogo ao Columbus Crew, dos Estados Unidos, está em andamento, mas enfrenta complicações devido a uma dívida do clube com a Major League Soccer (MLS). As partes já chegaram a um entendimento sobre a transferência, mas ainda discutem o valor que será utilizado para abater o débito existente.

Atualmente, o valor da negociação está estipulado em US$ 6,8 milhões (cerca de R$ 34 milhões). Esse montante será destinado a reduzir a dívida total de US$ 38,5 milhões, conforme listado no plano de Recuperação Judicial do Botafogo. Contudo, a discordância reside na forma como esse abatimento será realizado.

O Botafogo propõe que o valor seja descontado da dívida líquida, excluindo os juros acumulados por atrasos anteriores. Em contrapartida, a MLS deseja que o abatimento ocorra sobre a dívida bruta atual, que inclui os juros referentes aos atrasos. Essa diferença pode impactar diretamente o montante final que o Botafogo terá que pagar em caso de novos atrasos futuros.

A dívida em questão é resultado das transações que envolveram Thiago Almada e Santi Rodríguez, realizadas quando John Textor era o responsável pelo clube. A MLS impõe restrições a operações de clubes que possuem débitos, o que explica o prolongamento da negociação para a venda de Santi, que também é vista como uma oportunidade para reorganizar as pendências financeiras.

Eduardo Iglesias, diretor-geral da SAF do Botafogo, lidera as negociações com a MLS e é responsável por toda a parte financeira do clube, incluindo a renegociação de dívidas com credores. Além de discutir o valor final e a forma de abatimento, Iglesias busca acordos sobre a forma de pagamento da parte da dívida que permanecerá após a transação.

No Botafogo, Santi Rodríguez participou de 58 partidas, anotou cinco gols e deu seis assistências. O jogador foi contratado em fevereiro de 2025 por R$ 85 milhões.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original