No último sábado, o Botafogo conquistou uma vitória magra por 1 a 0 contra a Chapecoense, mas o resultado não reflete o volume de jogo apresentado pela equipe sob o comando de Tite. Com mais de 20 finalizações, o time carioca dominou a partida, embora tenha enfrentado dificuldades para converter as chances em gols.

No primeiro turno do Campeonato Brasileiro, o Botafogo se destacou como o segundo melhor ataque, ao lado do Palmeiras, e também foi a equipe que menos precisou chutar para marcar. Com 237 finalizações, o clube balançou as redes 33 vezes, mantendo uma média de 7,18 chutes por gol. Em comparação, o Flamengo, vice-líder nesse aspecto, teve uma média ligeiramente superior, com 7,19 finalizações por gol em 259 tentativas.

Entretanto, o cenário mudou no returno da competição. Com sete jogos restantes, o Botafogo marcou apenas 11 gols, apresentando um desempenho muito inferior. Embora tenha subido no ranking de finalizações, passando da 11ª para a 5ª posição, a eficácia caiu drasticamente. No returno, a equipe precisou de 188 finalizações para marcar 11 gols, resultando em uma média de 17,09, que a coloca na vice-lanterna desse ranking.

Na partida contra a Chapecoense, o Botafogo registrou 21 finalizações, sendo 14 delas no alvo do goleiro Anderson. Após o jogo, Tite elogiou o desempenho do time, ressaltando a necessidade de ajustes para melhorar a eficácia. O técnico destacou a predominância da equipe em campo e a grande atuação do goleiro adversário como fatores que impediram um placar mais confortável.

A vitória também marcou o retorno de Tiquinho Soares ao clube, que anotou seu primeiro gol após um jejum de três meses sem que atacantes do Botafogo marcassem. O próximo desafio da equipe será contra o Internacional, no Beira-Rio, no sábado, às 16h30 (horário de Brasília).

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original