A Eagle Bidco, associada à credora Ares e envolvida na disputa societária do Botafogo, apresentou uma contestação à nomeação de Durcesio Mello como diretor geral interino da SAF. A petição foi protocolada no Tribunal Arbitral da Fundação Getúlio Vargas (FGV) nesta sexta-feira.
A empresa argumenta que Durcesio possui vínculos com John Textor, que foi retirado do comando da SAF na última quinta-feira. Durcesio atuava como representante do Botafogo social no Conselho de Administração da SAF e mantinha proximidade com o americano. Sua indicação para o cargo de gestor interino foi feita pelo Conselho, que conta com membros alinhados a Textor.
Em declarações à reportagem do ge, fontes do Botafogo associativo negaram qualquer participação na petição da Eagle.
Após assumir a função de diretor interino, Durcesio Mello renunciou ao cargo que ocupava no Conselho de Administração para evitar conflitos de interesse, uma vez que representava o Botafogo social e passaria a atuar na SAF. Em nota, ele afirmou ser “100% SAF, mas Botafogo acima de tudo”.
Por outro lado, a defesa da SAF argumenta que o Tribunal Arbitral ultrapassou sua jurisdição ao destituir Textor do cargo. Fontes ligadas ao empresário americano afirmam que o Tribunal deveria ter apenas a autoridade para revogar a liminar que o mantinha no poder, e que a remoção do gestor deveria ser responsabilidade da Eagle Bidco e do Botafogo social.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original