Duilio Monteiro Alves, que presidiu o Corinthians entre 2021 e 2023, renunciou ao título de sócio remido e se desligou dos cargos de conselheiro vitalício e membro do Conselho de Orientação (CORI). A decisão foi comunicada por meio de uma carta aberta nas redes sociais, marcando sua saída definitiva do quadro associativo do clube.

A renúncia de Duilio ocorre em um momento conturbado, após a expulsão de Andrés Sanchez, que também foi afastado por uso indevido de recursos do clube. Duilio estava sob investigação interna pelo uso de cartão corporativo durante seu mandato e, com a renúncia, evita um possível julgamento que poderia resultar em sua expulsão.

Atualmente, Duilio enfrenta uma investigação do Ministério Público de São Paulo, onde se tornou réu por apropriação indébita. O promotor Cássio Conserino alega que Duilio utilizou recursos do clube para despesas pessoais em diversos estabelecimentos, totalizando R$ 41.822,62, considerando a correção monetária.

Além de Duilio, outros envolvidos na gestão do Corinthians também estão sob investigação, incluindo João Odair de Souza, ex-responsável pela segurança do clube, que teria recebido mais de R$ 3,4 milhões em dinheiro vivo. Ex-diretores financeiros também foram denunciados por não terem impedido os supostos desvios.

Na carta, Duilio expressa sua frustração com o atual ambiente político do Corinthians, afirmando que o clube se tornou ingovernável e que a guerra política prejudicou a sua administração. Ele destaca que sua renúncia não resolve os problemas estruturais do clube, mas é um passo para buscar paz e permitir que o Corinthians discuta seu futuro.

Ele conclui dizendo que não se arrepende de sua gestão e que se defenderá na Justiça, deixando claro que sua saída visa contribuir para o futuro do Corinthians.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original