O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu manter a partida entre Vasco e Boca Juniors no Maracanã, marcada para terça-feira, pela semifinal da Copa Sul-Americana. Os ingressos para o jogo estão esgotados desde o início da semana, e a disputa nos bastidores envolveu diversas autoridades do Rio de Janeiro e de Brasília.
Na quinta-feira, o ministro Luis Felipe Salomão, presidente do STJ, rejeitou o pedido do Consórcio Fla-Flu para suspender a decisão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, que havia garantido o jogo no Maracanã. O site Globo Esporte detalha, com documentos oficiais, os eventos que levaram à negativa do consórcio e à confirmação do estádio como local da partida.
Após a recusa ao Vasco, o Consórcio Fla-Flu consultou a Polícia Militar sobre a possibilidade de realizar o jogo no Estádio Nilton Santos, apresentando pareceres técnicos que justificavam a mudança. Entre os documentos, um relatório da engenheira agrônoma Maristela Kuhn e três da empresa Greenleaf, que recomendavam a restrição do uso do gramado do Maracanã para preservar sua qualidade.
No dia 5 de outubro, o Ministério Público do Rio de Janeiro enviou uma recomendação ao governador Ricardo Couto, sugerindo que a partida fosse realizada no Maracanã, ressaltando a responsabilidade pela segurança pública. O Vasco, por sua vez, apresentou um pedido ao Comandante-Geral da Polícia Militar para reconsiderar a realização do jogo em São Januário, propondo diversas medidas de segurança.
Em 6 de outubro, o Tribunal de Justiça do Rio indeferiu o pedido do Vasco para jogar no Maracanã. No dia seguinte, a Polícia Militar indicou que o Maracanã era o local mais adequado para a partida, mas a Secretaria de Polícia Militar manifestou preferência pelo Estádio Nilton Santos.
Em 9 de outubro, o Vasco obteve uma decisão favorável na Justiça, permitindo a realização do jogo no Maracanã. O governador respondeu ao Procurador-Geral de Justiça, sugerindo que a resolução do impasse deveria ser pautada pela boa-fé das partes envolvidas. No entanto, o Bepe, batalhão especializado em estádios, manteve sua posição desfavorável em relação a São Januário.
Após novas reviravoltas, o desembargador Joaquim Domingos de Almeida Neto decidiu a favor do Vasco, permitindo que o jogo ocorra no Maracanã. A decisão final do STJ, que não atendeu ao pedido do Fla-Flu, confirmou essa autorização.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original