O técnico Fernando Diniz tem adotado uma abordagem diferenciada em seu início de trabalho no Corinthians. Ao invés de promover uma rotação frequente no elenco, comum em clubes que participam de várias competições, ele tem optado por manter a base titular.
Com o objetivo de restaurar a confiança dos jogadores, Diniz repetiu a mesma escalação em suas três primeiras partidas: Hugo Souza; Matheuzinho, Gustavo Henrique, Gabriel Paulista e Matheus Bidu; Raniele, André, Breno Bidon e Rodrigo Garro; Kayke e Yuri Alberto. Essa estratégia visa dar respaldo aos atletas mais utilizados, garantindo que eles não sejam substituídos a qualquer momento devido a pequenas oscilações de desempenho.
No dia a dia do CT Joaquim Grava, Diniz permite que seus jogadores cometam erros, desde que demonstrem coragem e personalidade para persistir no que foi treinado. Até agora, ele utilizou apenas 17 atletas em 293 minutos de jogo. Além dos onze titulares, Jesse Lingard, André Carrillo, Allan, Pedro Raul, Vitinho e Zakaria Labyad foram os únicos que saíram do banco de reservas.
Em relação à sua metodologia, Diniz destacou que não considera apenas dados clínicos e informações obtidas por monitoramento GPS. Ele também leva em conta aspectos subjetivos, como medo, coragem e o momento pessoal de cada jogador. “Respeito os dados fisiológicos. Jogador não é só osso e músculo. Lesão e baixo rendimento têm o componente biológico, mas há outras questões que não são contáveis: medo, coragem, alegria, entusiasmo. Isso é o que mais me interessa. Para mim, tem a parte que mede e a parte que sente. O futebol e a vida são de sentir”, afirmou o treinador.
Na próxima partida, contra o Vitória, no sábado, às 20h, no Barradão, Diniz terá que fazer mudanças na escalação, já que André e Matheuzinho estão suspensos devido ao cartão vermelho recebido no Dérbi.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original