Fernando Diniz, técnico do Corinthians, tem se mostrado preocupado com a possibilidade de um desmanche no elenco durante a Copa do Mundo. Com a iminência de ofertas europeias para jogadores como Yuri Alberto, Breno Bidon, Hugo Souza, Matheuzinho e André, Diniz tem mantido diálogos frequentes com seus principais atletas no CT Joaquim Grava, buscando convencê-los a permanecer no clube no segundo semestre.

A comissão técnica acredita que o Corinthians está bem posicionado para disputar títulos na Copa do Brasil e na Conmebol Libertadores após a pausa do calendário nacional. A avaliação é de que o elenco é forte, o time está ganhando entrosamento e as recentes conquistas sob a orientação de Ramón Díaz e Dorival Júnior proporcionaram a experiência necessária para os desafios desta temporada.

Além disso, fatores extracampo, como a atmosfera da Neo Química Arena e o desempenho da equipe em casa, contribuem para a esperança de conquistas em 2026. No entanto, para que esses objetivos se concretizem, Diniz e sua equipe entendem que é fundamental evitar uma debandada na próxima janela de transferências.

A situação de Yuri Alberto é uma das mais preocupantes. O atacante, que expressou publicamente seu desejo de deixar o futebol brasileiro, tem sido alvo de conversas frequentes com Diniz, que vê o jogador como insubstituível no mercado. Apesar de Yuri ter amenizado suas declarações, seu plano de mudança continua em pauta.

Embora a diretoria tenha estabelecido um valor mínimo de 20 milhões de euros (cerca de R$ 116,34 milhões) para negociar os direitos do atacante, há uma expectativa de que ele possa ser vendido. Outros jogadores, como Matheuzinho, que recebeu sondagens do Zenit, e o volante André, que esteve próximo de um acordo com o Milan, também são nomes que podem deixar o clube caso surjam propostas financeiras atrativas.

Diniz, por sua vez, enfatizou a importância de manter a base do time, destacando sua satisfação com o elenco atual e sugerindo que apenas pequenas adições seriam necessárias para reforçar a equipe. No entanto, a realidade financeira do Corinthians, que enfrenta um déficit e precisa vender ativos para equilibrar as contas, pode dificultar esses planos.

O clube espera arrecadar R$ 151 milhões com direitos federativos e outras verbas, mas, sem vendas na primeira janela do ano, incluindo uma proposta de R$ 103 milhões do Milan por André que foi recusada, o Corinthians pode ser obrigado a se desfazer de alguns de seus principais jogadores durante a pausa da Copa do Mundo para atingir suas metas orçamentárias e continuar seu plano de reestruturação financeira.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original