A diretoria do São Paulo está em busca de um novo diretor de futebol para substituir Rui Costa, que deixou o cargo em um momento crítico para o clube. O profissional que assumir o cargo encontrará negociações em andamento e contratos importantes que precisam ser renovados, tudo isso em um cenário de restrições financeiras.
Rafinha, atual gerente de futebol, assumirá interinamente as funções de Rui Costa até que um novo nome seja definido. Ele contará com o apoio da equipe do departamento de futebol, que já colaborava com o ex-dirigente nas negociações e na elaboração de contratos.
A diretoria descarta a possibilidade de nomear um dirigente estatutário e prioriza a contratação de um profissional do mercado. Edmílson, ex-jogador do clube, é um dos nomes em avaliação. Com as eleições presidenciais se aproximando no final deste ano, a expectativa é que o novo executivo permaneça no cargo até essa data.
Entre os principais desafios que aguardam o novo diretor está a busca por reforços. O São Paulo pretende contratar pelo menos dois jogadores na janela de transferências que se abre em 20 de julho. Rui Costa era o responsável por conduzir essas negociações, incluindo a tentativa de contratação de Arthur Chaves junto ao Hoffenheim, que rejeitou duas propostas de empréstimo e exige uma compensação financeira para avançar nas tratativas.
Além disso, o clube está em negociação com o Botafogo para uma possível troca envolvendo Newton e Ferraresi. A busca por um volante também está em pauta, e a liberação do zagueiro pode facilitar a operação. Victor Sá, atacante de 32 anos, já acertou com o São Paulo e aguarda a liberação do Krasnodar para ser anunciado oficialmente.
Outro desafio será a renovação de contratos. Atualmente, sete jogadores têm vínculo até o final do ano, incluindo Calleri e Lucas Moura. O clube já liberou Luan, Matheus Belém e Young para buscarem novos clubes. A situação de Calleri é considerada sensível, com o jogador pedindo um contrato de duas temporadas e a diretoria analisando os termos. A situação de Lucas Moura é mais incerta, uma vez que ele se recupera de uma cirurgia e deve voltar a jogar apenas em 2027, e o clube ainda não decidiu sobre sua renovação.
Adicionalmente, o novo executivo precisará operar em um contexto de restrições financeiras, já que o São Paulo apresenta uma dívida de R$ 865 milhões, conforme o balanço financeiro divulgado em abril. Na última temporada, o clube investiu R$ 55,9 milhões no departamento de futebol, e a estratégia para 2025 deve priorizar contratações de jogadores sem contrato ou por empréstimo, limitando o poder de compra do clube no mercado.
O São Paulo também espera arrecadar R$ 180 milhões com vendas de atletas neste ano, uma meta que deverá ser uma prioridade para o novo responsável pelo departamento de futebol.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original