A famosa frase "clássico não se joga, se vence" parece ter sido mal interpretada por Corinthians e Palmeiras na noite deste domingo, na Neo Química Arena. A instabilidade emocional da equipe da casa, que resultou em duas expulsões, e o repertório limitado de jogadas dos visitantes contribuíram para um confronto que, apesar da rivalidade e luta, apresentou baixa qualidade técnica.

O jogo ganhou mais intensidade na segunda etapa, especialmente após a expulsão de Matheuzinho, enquanto André também foi excluído do Corinthians. No entanto, a atuação do Palmeiras deixou a desejar. Com exceção de Allan e Andreas Pereira, a equipe demonstrou um jogo burocrático, sem variações táticas para superar uma defesa corintiana bem posicionada.

Fernando Diniz manteve a mesma escalação de sua estreia, enquanto o suspenso Abel Ferreira improvisou Khellven na lateral-esquerda, deixando Arthur no banco. A ausência de Arias fez com que Sosa fosse escalado desde o início, formando uma dupla de ataque com Flaco López. Maurício atuou como meia-esquerda no Dérbi, que era válido pela 11ª rodada do Brasileirão 2026.

Nos primeiros 49 minutos, o clássico foi marcado por muita marcação e desentendimentos, mas sem criatividade. O Palmeiras, apesar de ser o líder do campeonato, não conseguiu finalizar uma vez sequer durante o primeiro tempo, mesmo com a vantagem numérica após a expulsão de André, que foi considerada justa e infantil. Isso fez com que o Corinthians recuasse e alterasse sua formação, limitando a participação de Garro, que era esperado como um jogador criativo.

Apesar do baixo nível técnico, o Corinthians se destacou um pouco, mostrando disposição nas divididas e conseguindo algumas finalizações, embora sem grande perigo. O Palmeiras, por sua vez, não conseguiu se conectar ofensivamente, com seus jogadores sendo bem marcados.

No segundo tempo, as equipes retornaram sem mudanças, mas o Palmeiras começou a se posicionar melhor no ataque, conseguindo algumas finalizações. No entanto, o Corinthians continuou a se mostrar mais incisivo em seus contra-ataques. A defesa palmeirense, embora sólida, careceu de ideias criativas.

Com a expulsão de Matheuzinho, a situação do Corinthians se complicou ainda mais. As substituições de Diniz não trouxeram a ousadia necessária, e o Palmeiras, mesmo com algumas tentativas, não conseguiu converter suas chances em gols. O resultado foi um jogo sem brilho, que não atendeu às expectativas de um clássico tão aguardado.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original