A recente decisão do presidente do Corinthians, Osmar Stabile, de não renovar o contrato com Memphis Depay gerou desconforto no centro de treinamento Joaquim Grava. Após meses de negociações, Stabile chegou ao CT na última terça-feira e, após quatro horas de reuniões, comunicou sua decisão ao técnico Fernando Diniz e ao executivo de futebol, Marcelo Paz, antes da delegação embarcar para a Argentina, onde enfrentaria o Rosario Central pela Conmebol Libertadores.

A nota oficial sobre a não renovação foi divulgada pouco antes do embarque, surpreendendo o elenco, que ficou sabendo da saída do jogador de forma abrupta. A insatisfação entre os atletas foi evidente, especialmente em um contexto já marcado por atrasos salariais e pela frágil comunicação entre a diretoria e o grupo.

Memphis, que havia indicado ao clube o meio-campista Zakaria Labyad, expressou sua decepção nas redes sociais, afirmando que a renovação havia sido acordada com o presidente e os departamentos envolvidos. O clima entre os jogadores e a diretoria já era tenso, e a decisão de Stabile apenas agravou essa situação.

O presidente, conhecido por sua postura cautelosa nas negociações, enfrentou resistência interna, mesmo após Memphis aceitar mudanças significativas em seu contrato, incluindo uma redução salarial e a extensão do vínculo por dois anos, ao invés de três. Apesar do acordo aparentemente fechado, Stabile optou por não assinar o novo contrato, levando a uma situação inesperada para o jogador.

Além disso, a decisão de não renovar com Memphis pode ter implicações financeiras significativas para o clube, que já enfrenta dificuldades. A diretoria havia considerado que manter o jogador, mesmo com os altos valores do contrato, seria menos custoso a longo prazo do que a possibilidade de uma cobrança total da dívida de R$ 42 milhões, que poderia crescer para R$ 77 milhões com juros e encargos.

Com a saída de Memphis, o Corinthians não apenas perde um jogador importante, mas também enfrenta um cenário complexo em termos de relações internas e finanças. A decisão de Stabile, pressionado por conselheiros, reflete os desafios que o clube atravessa em um momento delicado.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original