O Cruzeiro retornou à Libertadores após seis anos e conquistou uma vitória por 1 a 0 contra o Barcelona de Guayaquil. A partida, realizada no Equador, foi marcada por um desempenho copeiro, refletindo a tradição do clube e a necessidade de recuperar o ânimo na temporada.

Nos últimos dias, o clube enfrentou polêmicas, incluindo uma goleada sofrida para o São Paulo e o afastamento de Walace por indisciplina. Com isso, a pressão para apresentar uma resposta imediata em campo era alta. O técnico Artur Jorge fez alterações na equipe, introduzindo Jonathan Jesus, Fagner e Lucas Silva, que corresponderam às expectativas da comissão técnica.

Apesar de um clima desfavorável no estádio, o Cruzeiro conseguiu controlar a partida na maior parte do tempo. A equipe teve dificuldades em transformar a posse de bola em oportunidades claras, com Matheus Pereira e Kaio Jorge apresentando atuações abaixo do esperado. Mesmo assim, o time criou chances, mas parou no goleiro adversário.

No segundo tempo, a eficiência do time apareceu quando Matheus Pereira se infiltrou na área para finalizar um cruzamento preciso de Fagner, colocando o Cruzeiro em vantagem. A equipe encontrou espaço para jogar com transições rápidas em direção ao gol, mas ainda assim perdeu uma oportunidade clara com Kaio Jorge. Na defesa, Matheus Cunha se mostrou seguro quando exigido.

O final do jogo trouxe emoção, com uma chance desperdiçada por Chico da Costa e um pedido de pênalti do Barcelona. Embora o Cruzeiro não tenha apresentado um futebol brilhante, soube se defender e criou chances suficientes para garantir a vitória. Este triunfo representa o primeiro de seis desafios que o time precisa enfrentar no que é considerado o grupo da morte.

A vitória era crucial não apenas para o início da campanha na Libertadores, mas também para revitalizar um time que ainda busca a consistência em 2026. A celebração ao final da partida, com abraços entre os jogadores no gramado, evidenciou que o jogo tinha um significado maior do que apenas três pontos no Grupo D.

As mudanças promovidas por Artur Jorge mostraram-se eficazes, não apenas pelo resultado, mas também pelo desempenho dos atletas que entraram em campo. Isso é um respaldo importante em um início de trabalho onde não há espaço para erros. O Cruzeiro retorna do Equador com novas expectativas e a necessidade de dar sequência aos resultados, especialmente após a goleada sofrida no Morumbi.

Nos próximos sete dias, o time enfrentará Bragantino, Universidad Católica e Grêmio, no Mineirão, com a chance de mudar a trajetória da temporada.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original