O Cruzeiro se destaca na atual janela de transferências ao equilibrar suas finanças por meio de contratações e vendas. Sob a liderança de Pedro Lourenço, o clube demonstra um planejamento cuidadoso, conforme ressaltou Artur Jorge: "Não estamos de torneira aberta".
A diretoria já havia se preparado para reforçar o elenco visando o segundo semestre, com foco em contratações internacionais. Até o momento, o clube trouxe Gabriel Rojas e Gabriel Pec, que custaram cerca de R$ 90 milhões em negociações parceladas.
Além das aquisições, o Cruzeiro também se organizou para a saída de jogadores, como Christian, que foi negociado com o Krasnodar, e Kaiki, com o Como, totalizando mais de R$ 130 milhões em vendas, também em condições parceladas. O lateral-esquerdo Kauã Prates, vendido ao Borussia Dortmund, acrescentou mais de R$ 75 milhões aos cofres do clube.
Mesmo com a perda de dois titulares e um reserva, o Cruzeiro está aberto a novas saídas, especialmente com a movimentação do mercado exterior após a Copa. A diretoria busca soluções para as saídas de Chico da Costa, Matheus Cunha e Wanderson, visando reduzir custos mensais.
Essa estratégia representa uma mudança significativa em relação às janelas anteriores, onde o clube optou por investimentos altos e poucas vendas. Em 2024, por exemplo, o Cruzeiro gastou cerca de R$ 180 milhões em contratações, enquanto em 2025, o investimento se aproximou de R$ 200 milhões.
A primeira janela de 2026 também foi marcada por um investimento recorde, com a contratação de Gerson por R$ 170 milhões, tornando-se a maior aquisição da história do clube.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original