O Corinthians apresentou um aumento significativo em seu déficit financeiro em 2026, alcançando R$ 278,705 milhões nos primeiros sete meses do ano, conforme revelado no balancete de julho.

Até junho, o saldo negativo era de R$ 246,039 milhões, o que significa que o déficit cresceu em R$ 32,6 milhões em apenas um mês. Este valor representa um aumento de 258% em relação ao prejuízo de R$ 77,862 milhões que estava previsto no orçamento para o mesmo período.

A diretoria financeira do clube destacou que o orçamento até julho previa uma arrecadação líquida de R$ 150 milhões com a negociação de jogadores, mas o Corinthians não concretizou nenhuma venda, o que contribuiu para o desvio em relação ao planejamento financeiro. A administração optou por adiar essas operações, priorizando o desempenho esportivo na Copa Libertadores e a valorização dos ativos.

O clube tinha a expectativa de arrecadar 25 milhões de euros na janela de transferências de meio de ano para atingir a meta de vendas, mas as negociações envolvendo André e Breno Bidon não se concretizaram. Vale lembrar que, ao final de julho, a janela de transferências ainda estava em aberto, com fechamento apenas em setembro.

O presidente do Corinthians, Osmar Stabile, e o executivo de futebol, Marcelo Paz, minimizaram a situação, afirmando que ainda há chances de vendas até dezembro, especialmente com a convocação de jogadores como Breno Bidon, Matheuzinho e Hugo Souza para a seleção brasileira, o que pode valorizar os ativos do clube.

Os principais fatores que contribuíram para o déficit maior do que o previsto incluem: R$ 32,525 milhões em premiação da Copa do Brasil de 2025, paga ao elenco em 2026; R$ 6,076 milhões em impostos sobre a transação de câmbio relacionada ao pagamento da dívida com o Santos Laguna pela contratação de Félix Torres; a expectativa de R$ 150 milhões em receitas com negociação de direitos de atletas que não se concretizaram; e R$ 16,307 milhões em contingências e revisões contábeis.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original