O Corinthians fará sua estreia na Conmebol Libertadores enfrentando o Platense, da Argentina, em um cenário financeiro bastante desigual. O clube argentino, localizado na região metropolitana de Buenos Aires, possui uma folha salarial que é cerca de 15 vezes menor que a do time paulista.
Atualmente, o Platense investe cerca de 400 mil dólares mensais (aproximadamente R$ 2 milhões) em salários de seus jogadores. Quando são considerados os custos com o clube social e funcionários, esse valor sobe para cerca de 800 mil dólares (R$ 4 milhões). Em contrapartida, a folha salarial do Corinthians gira em torno de R$ 30 milhões.
De acordo com o último balancete do Corinthians, referente a novembro de 2025, o gasto mensal total do clube é de aproximadamente R$ 38 milhões, englobando todas as despesas do departamento de futebol e demais funcionários.
Na última temporada, o Platense conquistou o Torneo Apertura pela primeira vez em sua história de 120 anos, eliminando equipes como Racing, River Plate e San Lorenzo antes de vencer o Huracán na final. No entanto, apenas cinco jogadores titulares daquela campanha permanecem no elenco atual, pois o clube perdeu a maioria de seus destaques, incluindo Leonel Picco, que se transferiu para o Remo.
Gaston Arcieri, presidente do Platense, comentou sobre a reformulação do elenco, que contou com a saída de 18 jogadores, e destacou a busca por um time competitivo para enfrentar a Libertadores, além do Campeonato Argentino e da Copa Argentina. Ele ressaltou a dificuldade em manter os jogadores devido às diferenças financeiras.
A partida entre Corinthians e Platense está marcada para esta quinta-feira, às 21h (horário de Brasília), no estádio Ciudad de Vicente López, e será o primeiro jogo internacional da história do Platense. O grupo E da Libertadores também conta com Peñarol (Uruguai) e Independiente Santa Fe (Colômbia).
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original