O Conselho Deliberativo do Corinthians realizará uma nova reunião nesta segunda-feira para decidir sobre a possível expulsão do ex-presidente Augusto Melo. Caso a decisão seja favorável, ele se tornará o terceiro ex-presidente a ser excluído do quadro de sócios do clube em apenas uma semana.
Augusto Melo, que ocupou a presidência entre 2024 e 2025, será julgado pelos conselheiros devido a uma invasão ao andar da presidência no Parque São Jorge, ocorrida em 31 de maio de 2025. Na ocasião, ele tentou retornar ao cargo com o apoio de aliados, após a conselheira Maria Angela de Sousa Ocampos alegar ter assumido o controle do Conselho Deliberativo e anulado a votação que resultou em seu impeachment.
Aliados do atual presidente Osmar Stabile, que assumiu após o afastamento de Augusto, consideram a ação uma tentativa de golpe. Augusto Melo enfrenta um processo de impeachment por irregularidades no contrato de patrocínio com a casa de apostas VaideBet, além de infrações à Lei Geral do Esporte e desrespeito ao estatuto do clube. Ele também responde a um processo criminal por associação criminosa, lavagem de dinheiro e furto.
Na semana passada, o ex-presidente Andrés Sanchez foi expulso do quadro de sócios por uso indevido do cartão corporativo do clube. Já na última quinta-feira, Duílio Monteiro Alves renunciou ao título de sócio remido e deixou os cargos de conselheiro vitalício e membro do Conselho de Orientação (Cori), sendo também investigado por irregularidades financeiras.
Além de Augusto, outros conselheiros como Maria Angela, Mario Mello Junior, Paulo Juricic e Ronaldo Fernandez Tomé também serão julgados nesta segunda-feira. Uma nova sessão está prevista para a próxima semana, onde serão analisados os casos de mais conselheiros implicados.
Em 31 de maio de 2025, Augusto e seus aliados tentaram retomar a presidência do clube, menos de uma semana após seu afastamento temporário. A conselheira Maria Angela afirmou ter assumido a presidência do Conselho Deliberativo, baseando-se em uma decisão anterior que afastou Romeu Tuma Júnior, o que culminou na anulação da votação do impeachment. O presidente interino, Osmar Stabile, se recusou a deixar a sala e reafirmou sua permanência no cargo, enquanto Tuma não reconheceu a troca de comando no Conselho.
O movimento de Augusto, no entanto, não teve sucesso e os envolvidos foram identificados por câmeras de monitoramento do clube.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original