O Corinthians entregou na última quarta-feira gravações do circuito interno de câmeras da Neo Química Arena, que registram a confusão entre atletas e membros da comissão técnica do Palmeiras após o clássico pelo Brasileirão, realizado no domingo.

O tumulto teve início no túnel que leva aos vestiários logo após o apito final da partida. O Palmeiras alegou que o atacante Luighi foi agredido pelo preparador de goleiros do Corinthians, Luiz Fernando dos Santos, que chegou a registrar um boletim de ocorrência. Em contrapartida, o Corinthians afirmou que o zagueiro Gabriel Paulista e o meia Breno Bidon foram agredidos por seguranças do Palmeiras, embora não tenha dado continuidade às acusações.

O árbitro Flávio Rodrigues de Souza relatou os incidentes na súmula do jogo. Segundo o relato, o delegado da partida, Rogério Menezes Lopes, informou que, durante a tentativa da equipe de controle de doping de acessar a sala para o procedimento com Luighi, um segurança do Corinthians teria dado um empurrão, o que deu início à confusão. A situação foi contida por Anderson Barros, diretor do Palmeiras, e Fernando Diniz, técnico do Corinthians.

A confusão também foi parar no STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva), onde Corinthians, Palmeiras e quatro jogadores do time alvinegro foram denunciados. O clube mandante pode enfrentar a perda de até dez mandos de campo se for punido.

Além disso, a Delegacia de Repressão aos Delitos de Intolerância Esportiva investiga um suposto caso de racismo contra o goleiro Carlos Miguel, do Corinthians. Um vídeo gravado por uma torcedora corintiana, durante uma defesa do goleiro, captou uma ofensa racial, mas não é possível identificar a pessoa que proferiu os xingamentos. A polícia já identificou a torcedora que filmou e busca ouvir seu testemunho para descobrir a autoria da ofensa.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original