O presidente do Corinthians, Osmar Stabile, anunciou um novo acordo com a Caixa Econômica Federal, que possibilitou a liberação de R$ 27 milhões que estavam retidos em uma conta reserva vinculada ao pagamento da dívida pela Neo Química Arena.
Nesta quarta-feira, o clube recebeu R$ 13,5 milhões, e a outra metade será transferida em data a ser definida. Com esses recursos, a diretoria planeja quitar os salários dos funcionários e jogadores, que estavam atrasados até o prazo limite de quarta-feira, conforme a CLT.
O acordo é um passo significativo na negociação para a quitação da dívida total de R$ 630 milhões que o Corinthians possui com a Caixa em razão da construção da Arena. Recentemente, o clube recebeu sinais positivos sobre a negociação, incluindo a suspensão dos pagamentos trimestrais e a liberação de verbas de bilheteiras e premiações.
A assessoria de imprensa da Caixa, em resposta ao ge, informou que não comenta sobre operações bancárias específicas devido à legislação de sigilo bancário.
O Corinthians está em tratativas com a Caixa para quitar a dívida da Arena, oferecendo os direitos de nomeação do estádio e outros produtos comerciais ao banco. A proposta inclui que a Caixa assuma o nome do estádio, atualmente vinculado à Hypera Pharma, com um valor estimado de R$ 70 milhões por temporada, muito superior aos R$ 15 milhões anuais que a Hypera paga desde 2020.
Além dos naming rights, o projeto abrange a emissão de títulos de capitalização, a transferência das operações financeiras do clube para a Caixa e a criação de cartões para o programa Fiel Torcedor. Com o valor acordado dos naming rights, o Corinthians poderia quitar a dívida, permitindo que o banco explorasse comercialmente o nome do estádio por um período determinado.
A dívida da Arena, que totaliza cerca de R$ 600 milhões desde sua inauguração em 2014, é vista pela diretoria como um dos principais fatores da crise financeira do clube, que possui um endividamento total de aproximadamente R$ 2,8 bilhões. Em 2022, o presidente do Conselho Deliberativo, Romeu Tuma Júnior, sugeriu que o clube priorizasse outras pendências em vez de continuar os pagamentos à Caixa, o que levou a uma renegociação.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original