O Corinthians começa mais uma janela de transferências sem a capacidade de registrar novos jogadores, enfrentando uma grave crise financeira e acumulando três transfer bans. A situação, que se tornou comum no Parque São Jorge, remonta às gestões anteriores dos presidentes Duilio Monteiro Alves e Augusto Melo.
No início do ano, quando a janela abriu em 5 de janeiro, o clube já estava impedido de inscrever reforços devido a dívidas com o Santos Laguna, do México, relacionadas à compra de Félix Torres, e por atrasos em pagamentos à Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) da CBF. No entanto, com a premiação do título da Copa do Brasil, a diretoria conseguiu quitar algumas dessas pendências, pagando R$ 33,4 milhões aos mexicanos e antecipando uma parcela de R$ 7,2 milhões da CNRD, permitindo assim o registro de sete novos jogadores para a temporada.
Desta vez, no entanto, a situação é mais crítica, pois não há previsão de novos recursos financeiros. A diretoria está buscando soluções para evitar o atraso no pagamento dos direitos de imagem do elenco referentes ao mês de junho. Com um transfer ban da CBF de seis meses, devido à reincidência no atraso das parcelas da CNRD, e punições da Fifa, a possibilidade de registrar novos reforços é remota.
A negociação com o atacante Wesley, que estava avançada, agora se mostra difícil de ser concretizada. A única exceção seria a possível extensão do contrato do holandês Memphis Depay, que termina em 31 de julho, já que se trata da prorrogação de um vínculo existente. O jogador, atualmente de férias, está em negociações para renovar seu contrato.
A janela de transferências atual, que se abriu nesta segunda-feira, permanecerá aberta até o dia 11 de setembro.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original