O Corinthians deu início ao pagamento do Regime Centralizado de Execuções (RCE), desembolsando R$ 5,2 milhões nas duas primeiras parcelas do acordo. No entanto, a dívida total do clube cresceu de R$ 190,8 milhões para R$ 224,9 milhões em razão da incidência de juros.

Conforme uma lista de credores de processos judiciais cíveis apresentada em abril de 2025, o Corinthians havia estimado uma dívida total de R$ 190,8 milhões, que subiu para R$ 192,7 milhões em setembro. Com o plano aprovado pela Justiça em janeiro deste ano, o clube começou a quitar suas obrigações em março, com base nas receitas recorrentes de fevereiro.

No mês de março, o montante devido já estava em R$ 227,9 milhões. Apesar de questionamentos por parte dos credores em 2025, a Diretoria Financeira esclarece que a diferença se deve à correção pela taxa Selic. Naquele mês, o Corinthians pagou R$ 2,5 milhões, reduzindo a dívida para R$ 225,3 milhões. Contudo, em abril, os juros elevaram o total para R$ 227,6 milhões. Após o pagamento de R$ 2,6 milhões da segunda parcela, a dívida caiu para R$ 224,9 milhões.

Os valores referem-se a 32 processos judiciais que envolvem 23 credores. Entre os principais credores estão o empresário Giuliano Bertolucci, com uma dívida de R$ 76,9 milhões, e a empresa Bertolucci Assessoria e Propaganda Esportiva, com R$ 11,4 milhões.

O RCE do Corinthians totaliza cerca de R$ 450 milhões, sendo R$ 191 milhões referentes a processos judiciais já em andamento. Esse montante inclui dívidas com empresários, fornecedores e jogadores, mas não abrange dívidas tributárias ou o financiamento da Neo Química Arena com a Caixa Econômica Federal.

O clube terá um prazo de dez anos para quitar essas obrigações, com parcelas mensais que aumentarão progressivamente: 4% das receitas no primeiro ano, 5% no segundo e 6% a partir do terceiro ano. Com o RCE, o Corinthians busca eliminar os bloqueios de valores em suas contas bancárias, que ocorreram nos últimos anos, e acredita que o plano proporciona maior previsibilidade nas despesas, sendo um passo crucial para a reestruturação financeira do clube, que possui uma dívida bruta total em torno de R$ 2,7 bilhões.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original