O Corinthians iniciou conversas com os representantes de Memphis Depay para tratar da dívida de R$ 77 milhões relacionada a bonificações e prêmios não pagos ao jogador. Um dirigente do clube se conectou com um dos assessores de Memphis para agendar uma reunião na próxima semana, com data ainda a ser definida.
No contato inicial, o Corinthians sugeriu manter o modelo de pagamento que foi proposto em um contrato que não foi assinado pelo presidente Osmar Stabile. A proposta consiste em quitar R$ 42 milhões em quatro parcelas semestrais de R$ 10,5 milhões, com início em fevereiro de 2027.
Embora no contrato não assinado Memphis tenha concordado em fixar a dívida em R$ 42 milhões, a diretoria do Corinthians acredita que, com multas, juros e encargos, o valor total pode atingir R$ 77 milhões. A cobrança dessa dívida na FIFA pode acarretar em um transfer ban, o que impediria o clube de registrar novos jogadores.
Atualmente, o Corinthians enfrenta três transfer bans ativos, com dívidas que somam aproximadamente R$ 21,5 milhões. A situação gerou descontentamento entre os torcedores, e alguns grupos pressionam a diretoria no Parque São Jorge. No entanto, aliados de Stabile afirmam que a possibilidade de retomar a negociação com Memphis é remota.
Do lado do jogador, a informação é de que Memphis não estaria disposto a discutir o contrato novamente. Apesar de sua afinidade com o Corinthians, a percepção é de que seria necessário um esforço considerável para restaurar a relação com o clube, especialmente após a crítica que Memphis fez à diretoria nas redes sociais, em resposta à decisão de Stabile de não renovar o contrato, que estava prestes a ser assinado.
A negociação da dívida do contrato anterior representa uma chance para a diretoria evitar que os representantes de Memphis sigam com a intenção de exigir o valor total do contrato não assinado. Os assessores do atacante acreditam que, mesmo sem a assinatura, havia um acordo que justificaria a cobrança de US$ 20 milhões (aproximadamente R$ 103 milhões na cotação atual) do Corinthians. Por sua vez, o clube se sente juridicamente respaldado pela decisão de não avançar na assinatura do novo contrato.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original