O Corinthians está otimista com o avanço nas negociações para a quitação da Neo Química Arena, após receber informações de que a Caixa Econômica Federal dará continuidade ao processo. O tema já foi levado ao Conselho de Administração do banco, que é a instância decisória máxima.

Com o término do primeiro turno das eleições no Brasil, o assunto ganhou novos desdobramentos nesta segunda-feira. A diretoria do clube espera que a Caixa confirme a aceitação de assumir os naming rights do estádio, o que permitiria considerar quitada a dívida, atualmente estimada em R$ 630 milhões.

Além disso, os dirigentes do Corinthians foram informados de que a proposta apresentada pelo clube será discutida no Conselho de Administração da Caixa. A expectativa é que a formalização do avanço nas negociações ocorra em breve, incluindo a suspensão do pagamento da dívida enquanto as tratativas para a troca dos naming rights estiverem em andamento.

Outro ponto a ser formalizado é a devolução dos R$ 27 milhões que foram depositados em uma conta reserva durante o processo de pagamento da dívida com o banco estatal. Na semana passada, o Corinthians não efetuou o pagamento da terceira parcela trimestral de 2026, que totalizava cerca de R$ 28 milhões, alegando ter recebido autorização para suspender os pagamentos enquanto as negociações estão em curso.

A diretoria acredita que os naming rights do estádio podem valer cerca de R$ 70 milhões por temporada, um valor significativamente superior aos R$ 15 milhões anuais, corrigidos pela inflação, que a Hypera paga desde 2020. O projeto também abrange outros ativos, como o lançamento de títulos de capitalização e a transferência da operação financeira do clube para a Caixa, incluindo contas e pagamento de salários.

Com a formalização do valor dos naming rights entre o Corinthians e a Caixa, a dívida poderia ser considerada quitada, uma vez que o banco teria o direito de explorar comercialmente o nome do estádio por um período determinado. O tema voltou a ser discutido neste ano em meio à crise enfrentada pelo clube, que, segundo a diretoria, é em grande parte motivada pela dívida da Arena. O presidente Osmar Stabile tem reiterado que a quitação do estádio é uma de suas principais metas à frente do clube.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original