O Corinthians está na expectativa de receber uma proposta do Nottingham Forest pela venda do jogador André, o que ajudaria o clube a equilibrar suas finanças e atender parte do orçamento deste ano.
Dirigentes das duas equipes já trocaram propostas e contrapropostas verbalmente, mas ainda não houve uma formalização do negócio. O Nottingham Forest estaria disposto a oferecer 13,6 milhões de libras (aproximadamente R$ 95 milhões), enquanto o Corinthians busca uma proposta de 15 milhões de libras (R$ 105 milhões), além de 6 milhões de libras (R$ 40 milhões) em bônus, referentes aos 70% dos direitos econômicos do atleta que pertencem ao clube.
Outro ponto importante para a diretoria corintiana é que, mesmo que a venda ocorra agora, o jogador só deve se transferir para o Nottingham Forest após o término da atual temporada, pois a intenção é contar com ele até lá. Diferente da negociação anterior com o Milan, que não se concretizou, a venda de André é encarada com otimismo no Parque São Jorge.
A saída do meio-campista é tratada como uma possibilidade real pela comissão técnica, que já considera este cenário. A expectativa é que o negócio seja finalizado em breve, uma vez que a janela de transferências na Inglaterra se encerra na próxima terça-feira, 1º de setembro. A diretoria do Corinthians aguarda o envio da proposta até esta sexta-feira.
No momento, André se recupera de uma lesão de grau 2 no músculo posterior da coxa direita e, na última quarta-feira, realizou um trabalho em campo com o departamento de fisioterapia.
O presidente Osmar Stabile havia barrado a venda de André para o Milan em março, alegando que a proposta de 17 milhões de euros (R$ 103 milhões na época) não atendia às expectativas do clube. Desde então, a situação financeira do Corinthians se agravou, com atrasos nos pagamentos de direitos de imagem e premiações tanto do time masculino quanto do feminino.
Atualmente, o Corinthians precisa arrecadar R$ 151 milhões por meio de repasses de direitos federativos e verbas do mecanismo de solidariedade da FIFA, conforme previsto no orçamento de 2026. A diretoria já indicou que os déficits financeiros deste ano se devem em parte à decisão de não vender jogadores, sendo necessário arrecadar 25 milhões de euros líquidos (R$ 150 milhões na cotação atual) nesta janela de transferências.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original