O Corinthians enfrenta mais um atraso no pagamento de parcelas referentes ao acordo de transação tributária firmado com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). Essa transação reduziu a dívida do clube com a União de R$ 1,2 bilhão para R$ 679 milhões. Atualmente, os valores atrasados somam R$ 26,15 milhões.

A parcela correspondente ao mês de outubro, que venceu no dia 30, não foi quitada. O clube deixou de pagar tanto a parte referente aos débitos previdenciários quanto a não previdenciários. No mês anterior, o Corinthians havia conseguido quitar mais de R$ 8 milhões referentes a quatro parcelas atrasadas da dívida previdenciária, mas não honrou o pagamento de 30 de outubro, resultando em um débito de R$ 2.001.982,48. Em relação à dívida não previdenciária, o clube acumula cinco parcelas em aberto, totalizando R$ 24.148.080,90 pendentes.

O Corinthians foi contatado pelo ge, mas não se manifestou até o fechamento desta matéria. Caso o clube venha a responder, o texto será atualizado. O contrato firmado entre o Corinthians e a PGFN estabelece que a falta de pagamento de três parcelas consecutivas ou alternadas pode levar à rescisão do acordo, embora a PGFN ainda não tenha acionado essa cláusula.

O acordo de transação tributária gerou controvérsias na aprovação das contas de 2025, uma vez que, embora tenha sido assinado em 2026, a gestão incluiu os impactos financeiros da transação no exercício anterior. A renegociação resultou em uma redução de R$ 217,428 milhões na dívida bruta total do clube.

Com um endividamento que ultrapassa R$ 2,8 bilhões, o Corinthians registrou um déficit de R$ 278,705 milhões nos primeiros sete meses de 2026. O clube também tem enfrentado dificuldades para honrar pagamentos do dia a dia. Por exemplo, a diretoria ainda deve três meses de direitos de imagem, férias e premiações aos jogadores do elenco masculino, referentes à Conmebol Libertadores e ao Campeonato Brasileiro.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original