O Corinthians divulgou seu balancete referente ao mês de março, revelando um déficit de R$ 131,4 milhões. Esse montante representa um aumento de 258,9% em relação ao que havia sido previsto no orçamento, que era de R$ 36,540 milhões, aprovado no final do ano passado.

Segundo o clube, a principal razão para esse resultado negativo foi a ausência de vendas de jogadores no primeiro trimestre. O Timão esperava arrecadar R$ 75 milhões líquidos até março de 2026, mas decidiu adiar essas operações para priorizar o desempenho esportivo na Conmebol Libertadores. Um exemplo disso foi a recusa, em 1º de março, de uma proposta de 17 milhões de euros (equivalente a R$ 103 milhões na época) do Milan pelo volante André. A venda poderia ter gerado um resultado financeiro positivo para o clube.

No documento acessado pelo ge, o presidente Osmar Stabile comunicou aos sócios que as vendas de atletas foram adiadas para a janela do segundo semestre. Para o meio do ano, o Corinthians projeta uma receita de 25 milhões de euros líquidos (aproximadamente R$ 144,1 milhões na cotação atual) com a saída de jogadores.

A gestão do clube também mencionou que antecipou receitas que seriam recebidas ao longo deste ano e ampliou um empréstimo para assegurar a operação financeira do clube. O balancete indica que, se o Corinthians tivesse negociado os atletas na primeira janela de transferências e não tivesse pago a premiação da Copa do Brasil e os impostos relacionados à contratação do zagueiro Félix Torres, o déficit teria sido de R$ 17,540 milhões, valor inferior ao orçado.

No que diz respeito aos números financeiros, entre janeiro e março, o Corinthians registrou uma receita operacional bruta de R$ 206,806 milhões, com R$ 92,492 milhões provenientes de patrocínios, R$ 39,928 milhões de direitos de transmissão e R$ 39,114 milhões oriundos de bilheteiras e do plano Fiel Torcedor. O custo operacional totalizou R$ 202,055 milhões, sendo a maior parte destinada a salários e encargos trabalhistas, que somaram R$ 149,202 milhões. O clube também arcou com R$ 38,601 milhões em despesas não recorrentes e R$ 26,828 milhões em amortização de direitos econômicos de seus atletas. Além disso, as despesas financeiras totalizaram R$ 62,739 milhões.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original