O Conselho Deliberativo do São Paulo programou uma reunião para o dia 8 de abril, com o objetivo de analisar o relatório da Comissão de Ética que recomenda a expulsão de Mara Casares e Douglas Schwartzmann do clube. A sugestão de expulsão se deve à participação deles em um esquema de exploração clandestina de um camarote no Morumbi.

A convocação para essa reunião extraordinária destaca que a Comissão de Ética considera que ambos estão envolvidos em "prática de gestão irregular e temerária", cuja penalidade pode ser a eliminação. O voto dos conselheiros será secreto.

O relatório da Comissão de Ética foi elaborado por cinco integrantes: Luiz Augusto Lia Braga, Antônio Maria Patiño Zorz, José Edgard Galvão Machado, Marcelo Felipe Nelli Soares e Milton Jose Neves Junior.

Após a divulgação do esquema de venda ilegal de ingressos para o camarote, Mara Casares e Douglas Schwartzmann solicitaram licença de seus cargos.

Em áudios obtidos, ambos admitem ter participado de atividades irregulares, especialmente durante o show da artista Shakira, realizado em fevereiro do ano anterior. Nas gravações, Schwartzmann menciona que ele e outras pessoas lucraram com a situação, enfatizando a confiança que tinha em Mara.

O diretor da base do clube também revelou que Mara recebeu o camarote de Marcio Carlomagno, superintendente geral do São Paulo, e comercializou ingressos para o evento mencionado. O camarote em questão é o 3A, localizado no setor leste do estádio, que é utilizado para reuniões e entrevistas.

De acordo com o Artigo 34 do Estatuto Social do São Paulo, sócios que cometerem infrações podem enfrentar diversas penalidades, incluindo advertência, suspensão e até eliminação, dependendo da gravidade da conduta. O Regimento Interno do clube estabelece que causar danos à imagem do São Paulo pode resultar em suspensão de 90 a 270 dias, com aumento da pena se o associado ocupar cargos de poder.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original