O Conselho Deliberativo do Corinthians decidiu suspender o conselheiro Mario Mello Junior por seis meses, em decorrência de sua invasão ao quinto andar do Parque São Jorge. O episódio ocorreu em maio de 2025, quando Mario tentou apoiar o retorno do ex-presidente Augusto Melo ao cargo.

A Comissão de Ética havia recomendado a expulsão de Mario do clube, mas durante a sessão de julgamento realizada na última segunda-feira, ele pediu uma pena mais branda. O plenário, então, optou pela suspensão.

A decisão gerou polêmica, pois alguns conselheiros temem que isso possa abrir precedentes para que outros membros expulsos contestem suas punições na Justiça, uma vez que não tiveram a mesma oportunidade de pleitear uma pena menos severa.

Em junho, outros conselheiros, como Maria Angela, Paulo Juricic e Ronaldo Fernandez Tomé, foram expulsos pelo mesmo motivo relacionado à tentativa de reconduzir Augusto Melo ao poder.

Romeu Tuma Júnior, presidente do Conselho, explicou que Mario reconheceu sua culpa e aceitou ser punido, mas pediu que a severidade da pena fosse discutida. Ele esclareceu que, com a admissão de culpa, os conselheiros não votaram para condená-lo ou absolvê-lo, mas sim para definir a pena, que já era certa.

O vice-presidente do Conselho, Leonardo Pantaleão, que havia presidido julgamentos anteriores que resultaram em expulsões, discordou da decisão de Tuma. Ele defendeu que não deveria haver uma pena alternativa diferente da recomendada pela Comissão de Ética, o que poderia gerar questionamentos sobre a igualdade nos julgamentos.

Na mesma sessão, o Conselho também expulsou os conselheiros Manoel Ramos Evangelista, conhecido como Mané da Carne, e Marcelo Mariano, ambos por motivos distintos, mas que também pediram a consideração de uma pena alternativa.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original