A Conmebol decidiu rejeitar a documentação apresentada pelo Corinthians e manteve a negativa à homologação da licença de treinador de Clarence Seedorf. Assim, o técnico holandês seguirá registrado no Boletim Informativo Diário (BID), mas não poderá assinar as súmulas dos jogos do Campeonato Brasileiro.
Apesar da recusa da homologação, Seedorf permanecerá no BID e, de acordo com a CBF, deverá se matricular no curso de treinador da CBF Academy. Ao se inscrever, ele receberá uma licença provisória como aluno, não como técnico. Nas súmulas, Seedorf assinará com outro cargo, enquanto um profissional com licença válida será o responsável por assinar como treinador da equipe.
O holandês poderá atuar como comandante, ocupando o banco de reservas, mas juridicamente será considerado um membro da comissão técnica, e não o técnico principal. Ele também poderá participar de entrevistas coletivas após os jogos nos campeonatos em que sua licença é válida, incluindo o Brasileirão.
A Conmebol negou a validação da licença UEFA Pro de Seedorf, que é a mais alta da Europa, devido à falta de experiência suficiente como técnico. Para que um treinador com licença da UEFA seja reconhecido na América do Sul, é necessário ter 36 meses de trabalho em equipes da primeira divisão ou seleções nacionais. Seedorf, considerando suas passagens por Milan, Shenzhen FC, Deportivo La Coruña e a seleção de Camarões, possui cerca de 26 meses de experiência.
O Corinthians, por meio da CBF, solicitou que a Conmebol considerasse também o trabalho de Seedorf no Conselho de Supervisão da Federação Holandesa de Futebol e sua atuação como professor em cursos da UEFA, mas a documentação foi rejeitada. O clube ainda não recebeu notificação oficial sobre a recusa e está acompanhando a situação.
Em entrevista coletiva no CT Joaquim Grava, Seedorf mencionou que a situação estava regularizada. Desde sua contratação, ele tem trabalhado com uma licença provisória, que permitiu seu registro no BID e sua atuação como técnico nos últimos três jogos. Na sua estreia contra o Vitória, Seedorf não estava regularizado e precisou comandar a equipe da arquibancada, enquanto seu auxiliar, Léo Porto, ficou à beira do campo.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original