A Conmebol deu início a um processo disciplinar para avaliar a conduta de Renato Gaúcho, técnico do Vasco, que não viajou à Argentina para a estreia da equipe na Copa Sul-Americana contra o Barracas Central. O jogo, realizado na terça-feira, terminou em empate sem gols. O comando da equipe ficou a cargo do auxiliar Marcelo Salles, uma vez que o time entrou em campo com uma formação alternativa.

De acordo com informações obtidas pelo ge, o processo se baseia no artigo 11 do Código Disciplinar da Conmebol, que aborda os “princípios de conduta”. O parágrafo 2 menciona que comportamentos que violem esses princípios podem resultar em sanções, incluindo insultos à Conmebol e ações que possam desacreditar o futebol.

Antes da partida, o Vasco comunicou à Conmebol, através da CBF, a substituição de Renato Gaúcho na lista de inscritos, colocando Bruno Lazaroni como técnico. Contudo, na última sexta-feira, o clube solicitou a reintegração de Renato ao cargo. Fontes indicam que a troca rápida e fotos do técnico assistindo ao jogo pela televisão sugerem que ele não tinha impedimentos para viajar.

A decisão de Renato de não ir à Argentina foi fundamentada na logística da semana. Após a derrota para o Botafogo, ele optou por enviar uma equipe reserva para o jogo, visando preparar os titulares para o confronto no sábado contra o Remo, pelo Campeonato Brasileiro. O presidente do Vasco, Pedrinho, explicou que a escolha foi feita considerando a capacidade física dos jogadores.

O Código Disciplinar da Conmebol prevê punições que vão de advertências a multas. O Vasco tem até as 13h do dia 15 para apresentar a defesa de Renato Gaúcho.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original