A Conmebol confirmou o árbitro venezuelano Jesus Valenzuela para o confronto entre Boca Juniors e Cruzeiro, que ocorrerá na próxima terça-feira, pela Libertadores. O compatriota de Valenzuela, Angel Arteaga, será o responsável pelo VAR.
A escolha do árbitro gerou críticas na imprensa argentina, com portais como Tyc Sports e Olé ressaltando um ‘antecedente polêmico’ de Valenzuela, que apitou um jogo entre Fortaleza e Boca Juniors na Sul-Americana de 2024. Naquela partida, os argentinos reclamaram de dois pênaltis não assinalados: um por falta de Kuscevic em Cavani e outro pela entrada de Titi em Equi Fernández. O jogo terminou empatado em 1 a 1, resultado que permitiu ao Boca se classificar em segundo lugar, obrigando-o a disputar os playoffs das oitavas de final.
No mata-mata, o Boca enfrentou o Independiente del Valle e foi eliminado pelo Cruzeiro nas oitavas de final, com o jogo de ida, também na Bombonera, sendo apitado por Valenzuela.
O clima tenso da partida no Mineirão, onde o Cruzeiro venceu o Boca Juniors no mês passado, aumentou as expectativas em relação à arbitragem. Naquela ocasião, o Cruzeiro criticou o árbitro Esteban Ostojich pelas numerosas interrupções durante o jogo, enquanto o Boca protestou contra a expulsão de Adam Bareiro no primeiro tempo, o que gerou confusão entre os jogadores ao final da partida.
A arbitragem tem sido um tema recorrente de preocupação para o Cruzeiro na Libertadores. Recentemente, o clube protocolou uma reclamação junto à Conmebol devido à expulsão de Keny Arroyo no jogo contra a Universidad Católica. A escolha do árbitro para o duelo contra o Boca foi monitorada de perto pelo Cruzeiro, especialmente em função da pressão exercida pelo clube em relação à arbitragem no jogo anterior.
Além disso, uma derrota para o Cruzeiro na Bombonera poderia significar a eliminação do time argentino.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original