A Conmebol multou o Fluminense em US$ 90 mil, equivalente a aproximadamente R$ 453 mil, devido a duas infrações cometidas durante o jogo contra o Platense, em setembro, pelas quartas de final da Libertadores de 2026. A decisão foi divulgada na última quarta-feira.

Dessa quantia, a maior parte, US$ 80 mil, refere-se à realização de experiências comerciais relacionadas ao Tour Maracanã sem a devida autorização da Conmebol. Entre as atividades identificadas estão registros com drone, a experiência “Gol de Placa”, que envolve chutes a gol e a possibilidade de compra da bola utilizada, além de um sofá colocado próximo ao túnel de acesso ao campo. Segundo a Conmebol, essas ações extrapolaram os limites de uma visita padrão ao estádio e violaram as regras de exclusividade comercial da competição.

O Fluminense defendeu que as experiências faziam parte do Tour Maracanã, que ocorre regularmente, e que possuía autorização da entidade. Contudo, a Conmebol afirmou não ter encontrado documentação que comprovasse essa autorização prévia.

Os outros US$ 10 mil da multa foram aplicados devido ao uso de sinalizadores por parte dos torcedores do Fluminense durante a partida. O relatório de segurança registrou três ocorrências de pirotecnia no setor sul do estádio: uma no início do jogo e duas após os gols do Fluminense, marcados aos 21 e 31 minutos do primeiro tempo. O clube argumentou que implementa medidas de segurança, como monitoramento e ações para identificar e remover torcedores envolvidos, mas a Conmebol considerou que isso não isenta o clube de responsabilidade pelas infrações.

As multas serão descontadas automaticamente dos valores que o Fluminense tem a receber da Conmebol. A entidade ainda advertiu o clube sobre as possíveis consequências em caso de reincidência e estabeleceu um prazo de sete dias corridos, a partir do dia seguinte à notificação da decisão, para que o Fluminense apresente um eventual recurso.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original