Um tumulto generalizado marcou o jogo entre Uberlândia e Mamoré, válido pela 2ª Divisão do Mineiro Sub-20, que resultou em 51 expulsões, um recorde mundial. A partida foi encerrada devido à confusão que ocorreu nos acréscimos do segundo tempo, após o Mamoré marcar o terceiro gol, fechando o placar em 3 a 1.
De acordo com a súmula do árbitro, 22 jogadores do Uberlândia e 21 do Mamoré receberam cartões vermelhos, sendo que três expulsões ocorreram antes da briga. Apenas Lucas Couto, do Uberlândia, e Roberto, do Mamoré, não foram punidos.
Na área das comissões técnicas, tanto os treinadores quanto os preparadores de goleiro, o preparador físico e o fisioterapeuta do Uberlândia foram expulsos, assim como o auxiliar e o massagista do Mamoré. O único que escapou foi o médico do Uberlândia, Felipe de Oliveira Vitorino.
Após o tumulto, o Uberlândia decidiu não disputar o jogo de volta da semifinal, o que garantiu a classificação do Mamoré para a final. A Federação Mineira de Futebol (FMF) informou que, mesmo sem a realização do jogo de volta, as suspensões decorrentes das expulsões serão consideradas cumpridas, permitindo que os jogadores punidos participem das próximas partidas.
A confusão teve início aos 54 minutos do segundo tempo, quando Davi, do Mamoré, fez gestos provocativos e ofensas em direção ao banco do Uberlândia após marcar um gol. O árbitro Fernando Patrick registrou que a maioria das expulsões foi devido a agressões físicas entre os jogadores.
Os números de expulsões superaram o recorde anterior, que era de 36 jogadores em uma partida, conforme registrado no Guinness Book, em um jogo da quinta divisão do futebol argentino.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original