A coletiva do técnico Eduardo Domínguez após o empate do Atlético-MG com o Cruzeiro trouxe à tona a filosofia que tem guiado a equipe. O estilo, apelidado de 'barbabol' pelos torcedores, reflete uma nova abordagem que se encaixou bem com o elenco. Atualmente, o time acumula uma invencibilidade de 12 jogos, a maior da Série A.
Quando Domínguez chegou ao clube, seu modelo de jogo gerou algumas dúvidas. O treinador, que prioriza a marcação e um jogo mais direto, difere bastante do antecessor Jorge Sampaoli, conhecido por um estilo ofensivo. No entanto, a evolução da equipe se tornou evidente, especialmente após a Copa do Mundo, com apenas 7 gols sofridos nesse período.
O que caracteriza o 'barbabol'? Segundo o comentarista Henrique Fernandes, a equipe se apresenta mais equilibrada e organizada defensivamente, uma mudança em relação aos times mais ofensivos de 2013 e 2021. Essa nova mentalidade defensiva é vista como um 'estilo' de jogo, refletindo a visão de Domínguez sobre o futebol.
No aspecto defensivo, jogadores como Renan Lodi e Cuello têm se destacado na marcação pelas laterais, enquanto Lodi avança para criar oportunidades de gol. A formação do time demonstra a versatilidade dos atletas e a implementação da teoria de Domínguez.
Embora o Atlético-MG não tenha dominado a posse de bola, a chegada de Fred, novo reforço para o meio-campo, pode alterar essa dinâmica. A expectativa é que, com Fred no time, a posse média aumente, especialmente na saída de bola com Maycon e Castaño.
Apesar do bom desempenho, com um aproveitamento de 60% após a Copa, Domínguez ainda enfrenta desafios. A defesa apresenta lacunas, com dois zagueiros lesionados, Léo Duarte e Lyanco. Fernandes aponta a necessidade de um zagueiro canhoto para melhorar a saída de bola e um centroavante eficaz, já que Cassierra, o titular, está sem marcar há 14 jogos.
Um ataque eficiente é crucial para um time que adota uma postura mais direta e que não prioriza a posse de bola.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original