O Cruzeiro sofreu uma derrota por 2 a 1 para a Universidad Católica, em partida válida pela Libertadores, e o clima no vestiário foi descrito como "clima de velório". O goleiro Matheus Cunha comentou sobre o impacto da derrota, especialmente considerando que o time voltou a jogar no Mineirão após seis edições sem participar da competição.

O jogo, que deveria ser um momento de celebração, terminou com vaias de parte da torcida e um ambiente de frustração entre os jogadores. Kaiki, visivelmente abatido, inicialmente se recusou a dar entrevistas e expressou seu descontentamento: "Meu sentimento é meio triste, né? Saímos com a derrota aqui do Mineirão. A torcida fez a parte dela, cantou o jogo todo. Mas nós tentamos também, conseguimos o gol de empate, mas tomamos o gol no último detalhe."

Matheus Cunha também reforçou o clima de desânimo: "O sentimento é muito triste, né? Clima de velório no vestiário, mas a gente não tem muito tempo para perder. Foi triste, né? Pelo torcedor, que esperou sete anos para voltar à Libertadores e teve essa derrota em casa."

O técnico Artur Jorge compartilhou do sentimento de frustração e destacou que a equipe teve domínio no jogo: "A palavra é frustração, porque é aquilo que eu sinto também. Criamos e dominamos o jogo, mas não conseguimos a vitória."

A insatisfação também se estendeu à torcida, que vaiou alguns jogadores ao final da partida, evidenciando a expectativa maior em relação ao desempenho do time.

A arbitragem, conduzida pelo colombiano Carlos Betancur, foi outro ponto de controvérsia. Lucas Silva e Matheus Pereira criticaram a atuação do árbitro, que, segundo eles, dificultou o andamento do jogo. Matheus Pereira comentou: "Acho que a arbitragem dificultou um pouco o nosso jogo. No primeiro gol, é uma falta clara no Kaiki, e depois saiu o gol."

O jogo terminou com cinco jogadores do Cruzeiro recebendo cartão amarelo, e o critério da arbitragem foi amplamente questionado. Artur Jorge, à beira do campo, mostrou-se enérgico, conversando com os jogadores e tentando motivá-los, especialmente o jovem Néiser Villarreal, que teve sua primeira experiência na Libertadores no Mineirão.

"Em relação ao Néiser, é um jogador de 20 anos que precisa ser motivado e acarinhado. Ele teve oportunidades e a confiança precisa ser mantida", disse o treinador.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original