O Montevideo City Torque, que enfrenta o Atlético-MG nas semifinais da Copa Sul-Americana, está no centro de uma controvérsia. O volante Santiago Arias, do Cienciano, acusou um dirigente do clube uruguaio de tentar subornar jogadores peruanos para que fossem expulsos durante o jogo de volta das quartas de final.

A denúncia foi feita após a eliminação do Cienciano, quando Arias afirmou que um membro da diretoria do City Torque se aproximou de atletas da equipe peruana com uma proposta financeira para que forçassem cartões vermelhos no confronto realizado em Montevidéu. O jogador considerou a situação séria e destacou que o elenco rejeitou a oferta.

“Que eles continuem com as provocações, porque nós, antes de dinheiro, preferimos o prestígio. Defendemos o clube, que é quem nos paga pelo que fazemos, e não por nos vendermos”, declarou em entrevista à Inka Digital TV. Ele também insinuou que o presidente do City Torque estaria oferecendo dinheiro para expulsões de jogadores do Cienciano.

O jogo em questão terminou com a vitória do Montevideo City Torque por 3 a 0, resultado que garantiu a classificação dos uruguaios para a semifinal da competição continental pela primeira vez. Após as declarações, Arias fez um pedido de desculpas, reconhecendo que suas acusações não tinham fundamento e se retractou publicamente.

A repercussão das declarações levou a Conmebol a abrir uma investigação preliminar para apurar os fatos. Mesmo após a retratação, Arias foi convocado para prestar esclarecimentos sobre suas acusações.

Por sua vez, o diretor-geral do Montevideo City Torque, Javier Nóblega, classificou as acusações como “gravíssimas” e afirmou que o clube buscou esclarecimentos junto ao Cienciano, mas considerou o assunto encerrado após a retratação do jogador.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original