O Flamengo foi eliminado na semifinal da Libertadores pelo Estudiantes, após um empate em 0 a 0 no tempo normal e derrota nos pênaltis, em um Maracanã lotado. O técnico do Estudiantes, Alexander "Cacique" Medina, destacou que o Flamengo teve poucas oportunidades de gol durante os 180 minutos da disputa.
Um dos principais motivos para a eliminação foi a postura do Flamengo nos dois jogos. Na partida na Argentina, o time não conseguiu criar chances de gol, e no Maracanã, a situação não melhorou, com apenas duas finalizações claras enquanto jogavam com 11 jogadores em campo.
Outro fator a ser considerado é a divisão de prioridades entre competições. Enquanto o Estudiantes poupou seus jogadores em um jogo do Campeonato Argentino, o Flamengo entrou em campo com força máxima e venceu o Bahia, o que pode ter afetado o desempenho físico da equipe na semifinal.
A escalação do Flamengo também foi alvo de críticas. O técnico Leonardo Jardim optou por escalar Paquetá no lugar de Arrascaeta, mas o jogador não teve um bom desempenho no primeiro tempo. A entrada de Arrascaeta mais tarde não foi suficiente para mudar o panorama do jogo.
As substituições feitas por Jardim também foram questionadas. O Flamengo ficou com um jogador a mais após a expulsão de um atleta do Estudiantes, mas as mudanças ocorreram de forma tardia, quando a equipe já enfrentava dificuldades para criar jogadas.
Nos pênaltis, a pressão emocional também teve um papel importante. Apenas Arrascaeta e Léo Pereira converteram suas cobranças, enquanto Jorginho, um dos melhores cobradores do time, perdeu sua tentativa. O nervosismo e o cansaço afetaram a execução das cobranças, resultando na eliminação do Flamengo.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original