A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) decidiu afastar os árbitros Anderson Daronco e Rodrigo D'Alonso Ferreira, que atuaram na partida entre Palmeiras e Vasco, válida pela semifinal da Copa do Brasil. O jogo, que terminou com a vitória do Palmeiras por 1 a 0, gerou diversas reclamações por parte da direção vascaína, especialmente em relação a um pênalti não assinalado em uma mão de Barboza e a expulsão de Saldivia.
Na terça-feira, a CBF promoveu uma reunião com representantes do Vasco e da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj), que durou mais de cinco horas. O presidente da Assembleia Geral do Vasco, Alan Belaciano, participou do encontro acompanhado de Rubens Lopes e Leonardo Ferraz, presidentes e vice-presidentes da Ferj, respectivamente. Durante a reunião, Alan se encontrou inicialmente com o presidente da CBF, Samir Xaud, e o diretor executivo, Helder Melilo, antes de discutir questões específicas da arbitragem com Sandro Meira Ricci, presidente da Comissão de Arbitragem da CBF.
A CBF confirmou que Daronco e Ferreira não atuarão nas próximas rodadas, sem previsão de retorno. O Vasco expressou insatisfação com a arbitragem, mencionando o pênalti não marcado e a falta de cartões em situações que consideraram relevantes, como a falta de Marlon Freitas no primeiro tempo.
Após a partida, Admar Lopes, diretor do Vasco, criticou abertamente a atuação do árbitro Daronco e a equipe do VAR, afirmando que a arbitragem pode ter influenciado o resultado da partida. Outros jogadores, como Pedrinho e Felipe, também se manifestaram sobre a atuação do árbitro ao final do jogo.
Admar descreveu a atuação como “vergonhosa” e ressaltou que erros cruciais ocorreram, como a falta de intervenção do VAR em lances importantes. Ele questionou o papel do VAR no futebol brasileiro e pediu uma reflexão sobre sua eficácia.
A semifinal será decidida em um segundo jogo no Rio de Janeiro, marcado para São Januário no dia 8 de novembro, às 17h (de Brasília).
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original