A quarta comissão do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) analisou, nesta quinta-feira, os eventos que se seguiram à derrota do Flamengo por 3 a 0 para o Palmeiras, ocorrida no último sábado. O meia Carrascal, expulso na partida, foi punido com três jogos de suspensão devido à reincidência, sendo este seu terceiro cartão vermelho apenas em 2026.
Com a penalização, Carrascal não participará do confronto contra o Coritiba neste sábado, já que está com a seleção da Colômbia. Os outros dois jogos de suspensão, contra Chapecoense e São Paulo, serão cumpridos após a Copa do Mundo. O Flamengo, no entanto, planeja recorrer da decisão e solicitar um efeito suspensivo até que o caso seja reavaliado no Pleno.
O advogado do clube, João Marcello Costa, declarou: “O Flamengo entende que a absolvição de Leonardo Jardim era objetiva e necessária. A condenação do Carrascal em três partidas será objeto de recurso. Acreditamos que a reincidência pesou mais do que a conduta em si”.
Carrascal recebeu o cartão vermelho por uma falta em Murilo e foi denunciado pela Procuradoria do STJD por conduta violenta, com a pena variando entre um a seis jogos de suspensão. A defesa do jogador pleiteou a absolvição ou a pena mínima, de um jogo, argumentando que a falta foi acidental e menos grave do que punições anteriores.
Embora o relator Gustavo Vaughn tenha sugerido uma suspensão de dois jogos, os demais auditores decidiram aumentar a pena para três.
Por outro lado, o técnico Leonardo Jardim foi absolvido das acusações de desrespeito ao árbitro. Ele havia feito críticas à arbitragem durante uma coletiva, sendo acusado de ofender a honra do árbitro Davi de Oliveira Lacerda. Jardim justificou que suas declarações foram uma resposta irônica a comentários do técnico adversário, e sua defesa foi aceita por unanimidade pelos auditores.
Além de Carrascal, o massagista Fernando Munhoz também foi punido com 30 dias de suspensão e multa de R$ 10 mil por ameaçar a arbitragem. O Flamengo recebeu uma multa total de R$ 45 mil por objetos arremessados no campo e pela confusão após o jogo.
Munhoz, que compareceu ao tribunal, negou ter ameaçado o árbitro, mas sua justificativa não foi aceita. O clube foi penalizado pelos incidentes ocorridos durante a partida.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original