O Caracas, que enfrentará o Botafogo nesta quinta-feira na Copa Sul-Americana, foi historicamente um dos principais representantes do futebol venezuelano na Libertadores. No entanto, nos últimos anos, a situação do clube se deteriorou, e ele não conquista o campeonato nacional desde 2019.

Com a ascensão de outros clubes que recebem investimentos governamentais, o Caracas tem perdido espaço. Nos últimos dois anos, o time terminou em 7º e 8º lugar no campeonato, ficando de fora da Libertadores.

Atualmente, o Caracas conta com patrocínios de uma casa de apostas e uma empresa de bebidas, mas sem o suporte do Estado, sua competitividade diminui. Outros clubes, como a Universidad Central de Venezuela (UCV), têm conseguido se reerguer devido a investimentos significativos.

A UCV, que foi a primeira campeã do futebol profissional venezuelano em 1957, voltou a se destacar após receber apoio financeiro de Alexander Granko Arteaga, um coronel do exército venezuelano. Sob sua gestão, a UCV conquistou o campeonato nacional em 2025, após um jejum de 68 anos.

Além da UCV, o Carabobo e o Deportivo Táchira também têm se destacado, com o Carabobo sendo vice-campeão nacional em 2024 e 2025. O Táchira, que possui dois títulos desde 2019, está cada vez mais próximo do Caracas na lista dos maiores campeões do país.

O La Guaira, outro clube venezuelano presente na Libertadores, também se destaca por seu investimento, proveniente do Grupo Traki, que transformou o clube em uma das principais forças do país. Na última terça-feira, o La Guaira empatou com o Fluminense por 0 a 0.

O jogo entre Botafogo e Caracas, que ocorrerá no Estádio Nilton Santos, marca a estreia de Franclim Carvalho como treinador do Botafogo na competição.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original