A equipe de basquete do Corinthians enfrentou uma série de problemas logísticos durante sua viagem a Loja, no Equador, para a disputa da Liga Sul-Americana. A delegação chegou a ser dividida em diferentes voos, o que afetou o tempo de preparação antes da estreia na competição.

O gerente de basquete, Gustavo Freitas, teve que arcar com cerca de R$ 18 mil de seu próprio bolso para cobrir despesas de passagens, transporte, hospedagem e alimentação de jogadores que ficaram retidos fora do Brasil.

Relatos de pessoas ligadas ao departamento de esportes do clube indicam que houve falhas no planejamento logístico. A solicitação de orçamentos foi feita em cima da hora, elevando os custos da viagem. Além disso, a cidade de Loja está localizada a cerca de 700 quilômetros de Quito, a capital equatoriana, o que complicou ainda mais a logística.

Devido à divisão da delegação em três grupos, cada um com voos distintos, a equipe chegou em dias diferentes, o que limitou a preparação do técnico Jece Leite antes do primeiro jogo. Com a comissão técnica chegando antes dos jogadores, a equipe não pôde treinar de forma completa.

O Corinthians não conseguiu avançar para a próxima fase do Sul-Americano, vencendo apenas uma das três partidas na fase de grupos, que incluía times como CD Jorge Guzmán, Nacional e Regatas Corrientes.

Na volta ao Brasil, os problemas logísticos persistiram, com um dos grupos enfrentando o cancelamento do voo. Os atletas foram redistribuídos em dois voos e retornaram sem as malas. O técnico Jece Leite também enfrentou dificuldades e, sem passagem, precisou da ajuda de Freitas para conseguir voltar, mas acabou passando horas na Colômbia devido a um novo cancelamento.

O Corinthians já se prepara para seu próximo compromisso no NBB, onde enfrentará o Mogi Basquete neste sábado, às 16h (de Brasília), em Mogi das Cruzes.

Em nota, o Corinthians reconheceu as dificuldades logísticas enfrentadas e assegurou que os profissionais que arcaram com despesas do próprio bolso serão reembolsados. O clube destacou que todos os processos de compra seguem fluxos internos de aprovação para garantir o controle das operações.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original