A atacante Byanca Brasil, do time feminino do Cruzeiro, manifestou sua preocupação com os seis casos de ruptura do ligamento cruzado anterior (LCA) registrados nesta temporada. O elevado número de lesões gerou alerta entre a comissão técnica e as jogadoras.
Byanca comentou sobre a "sensação de medo" que tomou conta do grupo no início, mas ressaltou a importância de manter uma abordagem positiva. "Dentro do vestiário, estamos lidando com isso de uma forma mais leve, pois o assunto já é muito pesado. A lesão de LCA é algo que afeta muito a saúde mental e o tempo de recuperação no campo. Sentimos tristeza pelas atletas, mas precisamos mudar a chavinha e focar no campeonato", afirmou.
Atualmente, estão afastadas por lesão as atacantes Millene e Ravena, a meia Gay Soares, a lateral Laura Felipe e as zagueiras Tainara e Paloma Maciel, sendo que Paloma se machucou enquanto treinava com a seleção brasileira. Todas as jogadoras passaram por cirurgia com o médico do clube, Dr. Sérgio Campolina, e estão em processo de recuperação.
Byanca destacou que, apesar das dificuldades, o grupo está se esforçando para superar esse momento e buscar um desempenho melhor no segundo semestre, especialmente em um ano em que o Cruzeiro disputará a Libertadores Feminina pela primeira vez. "É desafiador para quem está lesionada e para quem está em campo, pois vivemos intensamente com as atletas e a comissão. O clube tem dado todo o apoio e confiança, e nosso objetivo é honrar as que estão fora e representar bem o Cruzeiro", completou.
O Cruzeiro não teve compromissos oficiais durante a Copa do Mundo masculina e retornará aos jogos na próxima terça-feira, enfrentando o Doce Mel pela Copa do Brasil, no Rio de Janeiro. Para compensar as ausências, o clube contratou a atacante Radija e a zagueira Yenifer Giménez.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original