O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) decidiu, nesta quarta-feira, não acolher o recurso da defesa de Bruno Henrique, atacante do Flamengo, que permanece réu por estelionato. O jogador é acusado de ter manipulado um cartão amarelo em benefício de apostadores durante a partida contra o Santos, realizada em Brasília no Campeonato Brasileiro de 2023.

A defesa argumentou que a acusação de estelionato não deveria ser aceita, uma vez que as casas de apostas, supostas vítimas do crime, não apresentaram queixas formais contra o atleta. Contudo, o desembargador Jair Soares discordou, afirmando que as casas de apostas haviam enviado alertas e informações às autoridades competentes.

“A representação para os crimes de ação penal pública condicionada não exige formalidade específica, bastando a demonstração inequívoca do interesse da vítima na persecução penal”, destacou o desembargador em sua decisão.

Além de Bruno Henrique, a Justiça do DF também negou o recurso de outras oito pessoas, incluindo o irmão do jogador e sua cunhada, que continuam como réus no mesmo caso. Se condenados, eles podem enfrentar penas que variam de um a cinco anos de prisão.

A defesa de Bruno Henrique não se manifestou até o momento. O espaço permanece aberto para futuras atualizações. Vale lembrar que, em novembro de 2025, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) decidiu encerrar o caso na esfera esportiva, impondo ao atacante uma multa de R$ 100 mil, mas sem suspensão, permitindo que ele continue atuando. Recentemente, em maio deste ano, o Flamengo anunciou a renovação do contrato de Bruno Henrique até 2027. Desde sua chegada ao clube em 2019, o jogador se tornou um dos maiores ídolos da história recente do Flamengo, acumulando 17 títulos e igualando-se a Arrascaeta como o maior vencedor da história do clube.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original