A defesa do atacante Bruno Henrique, do Flamengo, protocolou novos recursos no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), contestando a denúncia de estelionato e solicitando que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e o Supremo Tribunal Federal (STF) revisem a questão. Os documentos foram apresentados na última segunda-feira.

Os advogados de Bruno Henrique reiteraram que a acusação não possui fundamentos sólidos. Eles argumentam que as casas de apostas, supostamente prejudicadas pelo cartão amarelo que o jogador teria forçado durante uma partida contra o Santos, não apresentaram uma representação válida para que a ação penal fosse iniciada.

Um trecho do recurso destaca: “Requer-se o provimento deste agravo, ante a inequívoca usurpação da competência privativa da União para legislar sobre direito penal e processual penal, em violação ao art. 22, inciso I, da Constituição Federal, que só pode ser solucionada mediante o restabelecimento da r. decisão proferida pelo I. Juízo originário que reconheceu a ausência dos requisitos essenciais para prosseguimento da ação penal condicionada à representação”.

Apesar da acusação, Bruno Henrique está liberado para atuar em campo. O jogador foi multado em R$ 100 mil, valor máximo previsto pelo código, e essa decisão, proferida em novembro de 2025, é definitiva no âmbito do STJD.

O caso está sendo analisado pelo TJDFT, uma vez que a partida em questão, onde Bruno Henrique é acusado de manipular um cartão amarelo para beneficiar apostadores, ocorreu em Brasília. Naquele jogo, o Flamengo foi derrotado pelo Santos por 2 a 1, e o atacante recebeu um cartão amarelo já nos acréscimos.

Bruno Henrique é acusado de ter atuado intencionalmente para receber um cartão em uma partida do Campeonato Brasileiro de 2023, o que beneficiou seu irmão e outros apostadores que apostaram na advertência do jogador. O atacante foi advertido duas vezes durante a partida, a primeira por agredir um adversário e a segunda, um cartão vermelho, ocorreu após o apito final por ofensas ao árbitro.

A decisão do juiz Fernando Barbagalo, que acolheu a denúncia, baseou-se em evidências como o volume de apostas indicando que Bruno Henrique seria advertido, além de uma quantidade significativa de apostas feitas por contas recém-abertas.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original