O diretor de futebol do Flamengo, José Boto, expressou sua insatisfação com a arbitragem durante a partida contra o Estudiantes, que terminou empatada em 1 a 1, na Argentina. Ele destacou a falta de punições para ações violentas e a omissão dos árbitros em lances que deveriam ter resultado em cartões vermelhos.

"Estamos ali com vários jogadores cheios de hematomas. Parece que saíram de uma guerra e não de um jogo de futebol. Agressividade é uma coisa, mas violência é outra. Não entendo por que os árbitros conduzem o jogo de maneira diferente aqui na Argentina", afirmou Boto. Ele ressaltou que houve pelo menos dois lances que justificariam expulsões, mas que foram ignorados.

Os lances mencionados por Boto envolveram faltas em Emerson Royal e Bruno Henrique. A primeira ocorreu no primeiro tempo, quando Farías fez uma entrada violenta em Emerson, sendo punido apenas com cartão amarelo. A segunda falta foi cometida por Palacios, que já tinha recebido um cartão amarelo, em Bruno Henrique, também sem punição severa.

O comentarista de arbitragem PC de Oliveira concordou que ambos os lances mereciam cartão vermelho, mas o VAR não interveio. Além disso, o Flamengo teve que lidar com a lesão de Arrascaeta, que saiu do jogo após uma queda forte e foi diagnosticado com fratura na clavícula, o que o deixará fora de ação por um tempo e pode afetar sua participação na Copa do Mundo.

"É uma grande infelicidade. O tempo de recuperação pode colocar em risco a Copa do Mundo, e algumas recuperações são mais rápidas que outras. É uma situação lamentável para nós e para ele, especialmente em um ano de Copa do Mundo", acrescentou Boto.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original