A Justiça do Rio de Janeiro, na 2ª Vara Empresarial da Comarca da Capital, adiou a decisão sobre o pedido da SAF Botafogo para suspender os direitos políticos da Eagle Bidco. Este pedido foi feito como parte de uma medida cautelar que antecede um processo de recuperação judicial, que está em segredo de Justiça.
Na petição inicial, a defesa da SAF argumentou que não há necessidade de nomeação de um gestor judicial, apenas a suspensão dos direitos políticos da Eagle Bidco. O objetivo é evitar que a Eagle Bidco, por meio da Ares, utilize seu poder de voto para obstruir medidas que visem a preservação da SAF Botafogo.
Recentemente, a Eagle Bidco notificou a SAF Botafogo, afirmando que desautoriza qualquer medida relacionada a um possível pedido de recuperação judicial ou extrajudicial da SAF. Esse fato corrobora a alegação de que a Eagle Bidco e a Ares têm interesses que conflitam com a preservação da SAF Botafogo.
O juiz Marcelo Mondego de Carvalho Lima classificou o pedido como uma 'medida de gravidade extrema' e decidiu que a Eagle Bidco deve ser intimada, garantindo assim a oportunidade de manifestação de todas as partes envolvidas no processo. A empresa terá cinco dias para se pronunciar, devendo tomar precauções para evitar futuras responsabilidades civis.
Além disso, a Justiça acatou um pedido da SAF Botafogo que impede possíveis rescisões unilaterais de contratos de atletas. John Textor, gestor da SAF e ex-diretor da Eagle Bidco, convocou uma Assembleia Geral para aprovar um aporte de R$ 125 milhões, vinculado à emissão de novas ações ordinárias. A primeira convocação ocorreu na última segunda-feira, sem a presença do Botafogo associativo, e a segunda será na próxima segunda-feira, 27 de abril.
A análise interna da SAF indica que Textor optou pela recuperação judicial como a única alternativa para garantir maior controle sobre as decisões financeiras, enquanto a situação societária se desenrola.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original