O Botafogo se encontra em um momento delicado em sua gestão financeira e, recentemente, foi penalizado com um transfer ban nacional de seis meses pela Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) da CBF. A punição foi imposta após o clube não efetuar o pagamento de R$ 1,3 milhão referente a março, parte de um plano de refinanciamento de dívidas.

Segundo Rafael Fachada, coordenador-geral da CNRD, a sanção está prevista no regulamento da entidade. O artigo 56, § 3º, III, estabelece que a proibição de registrar novos atletas deve ter um prazo mínimo de seis meses. Além disso, as punições podem ser ampliadas até um máximo de dois anos, dependendo da conduta do clube.

Para que o transfer ban seja suspenso ou revogado, o Botafogo precisará demonstrar uma mudança em sua postura e quitar as dívidas pendentes. Fachada destacou que, embora os processos na CNRD sejam sigilosos, o atraso em pagamentos de planos coletivos resulta em sanções como esta.

Diferentemente das punições impostas pela FIFA, que podem acarretar em perda de pontos ou rebaixamento, as sanções da CNRD não têm impacto esportivo direto, como dedução de pontos ou desclassificação em competições. O regulamento prevê outras penalidades, como bloqueio de receitas e devolução de premiações.

O Botafogo tem um compromisso marcado para este domingo, às 16h (horário de Brasília), contra o Coritiba, em partida válida pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original